Arquivo da categoria: Profissional Teclando

Relatos de profissionais

Técnico em Multimeios Didáticos

A informática teve um processo evolutivo muito rápido, e é assim até hoje. O computador pessoal foi criado no final da década de 70, e hoje é um equipamento presente na maioria dos lares do mundo. No Brasil, se alguém não tem computador em casa certamente tem contato com ele na escola ou no trabalho, deste modo os educadores perceberam que este seria uma ferramenta poderosa no auxílio ao aprendizado.

O técnico em Multimeios Didáticos não tem necessariamente conhecimentos profundos em informática, porém é maior do que o de usuários comuns. Este profissional não desenvolve softwares, não conserta computadores nem estrutura redes, porém analisa e auxilia a direção na tomada de decisões em projetos de construção ou aquisição de softwares tanto educativos quanto administrativos, e outros serviços de tecnologias, como criação e ampliação da rede de computadores, que tecnologia e solução se enquadra melhor na estrutura escolar ou acadêmica.

O foco está na utilização dos recursos tecnológicos no processo educacional, portanto sua atuação será junto aos professores, equipe pedagógica e direção, no sentido de construírem juntos um plano de ensino, plano de aula ou plano de curso no qual envolva a tecnologia no processo educacional, aí não entra somente o computador, mas todos os recursos tecnológicos possíveis, como televisão, rádio, música e tudo o mais que a imaginação permitir, daí a importância deste profissional estar sempre atento às tendências tecnológicas, e como adequá-las no processo educativo.

É válido lembrar que este profissional está presente no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do MEC. Em Belém a única instituição que oferece este curso gratuitamente por enquanto é o IEEP.

Veja alguns exemplos práticos deste profissional aqui no blog, nas áreas “Dicas do Professor” e “Trabalhos“.

 

Cantor

(Por Reginaldo Viana)

OI gente!…, sou Reginaldo Viana, cantor paraense, poeta, coordenador do projeto Música e cidadania da Fundação Carlos Gomes, diretor artístico da Amazônica Cultura(responsável pelos projetos musicais do Hotel Hilton e Shopping Castanheira),  comentarista cultural do Jornal da Cultura e debatedor do programa Sem Censura Pará. No entanto, prioritariamente sou CANTOR por natureza e assim quero ser conhecido.

Atuo na profissão de cantor há 17anos, sendo somados os anos de cantor lírico e os anos de cantor popular, sendo minha grande paixão a música popular brasileira, em particular o samba e a bossa nova.

Nos últimos anos, venho descobrindo meu lado literário e valorizando mais os meus escritos, permitindo inclusive que amigos e até eu mesmo transforme tudo em música. Prova disso, são as parcerias com grandes nomes daqui e de fora, como: Eudes Fraga(CE), grande compositor e por sinal autor do sucesso da cantora Simone Almeida com a música Meu grande amor, e outros como: Betinho Taynara, Gigi Furtado.

Tais parcerias poderão ser conferidas no meu primeiro CD, que no momento preparo na AM & T Vintage Studio, com incentivos da Lei Tó Teixeira e Guilherme Paraense da Prefeitura Municipal de Belém, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2011 ou antes.

É bom falar das realizações atuais,mas não posso esquecer quando tudo começou. Na verdade, eu sabia que ia ser artista de algum modo, creio que ser artista não é opção profissional e sim um traço da personalidade de quem nasceu pra viver da arte.Desde pequeno estive envolvido com o mundo das artes, em peças teatrais na escola, mas sempre me destacando dentro e fora de casa pelos desenhos que fazia à mão livre, tanto que minha mãe jurava que eu seria um artista plástico ou arquiteto por gostar de desenhar.

Mas foi na adolescência que fui me apaixonar pelo cantar, pois entrei numa aula de canto para tentar corrigir problemas decorrentes da mudança de voz e quando percebi já estava imerso num mundo que Deus guardava pra mim. Daí então, não parei mais chegando até mesmo a fazer Universidade de Música na Universidade Federal do Pará e paralelamente estudando Canto Lírico na Escola de Música da UFPA.

Diante de minha história, as únicas dificuldades foram meus próprios medos, principalmente os que vinham fruto dos preconceitos de terceiros, que sempre me tratavam com um ser que deveria ser digno de pena por escolher ser artista. Inúmeras vezes escutei a frase: poxa, vc é tão inteligente, mas escolheu ser músico… Como se o critério pra ser músico fosse ser burro!…

Muitas vezes vi as dificuldades ao redor, mas vi também que elas surgem para serem superadas e não para serem adoradas num altar, daí eu católico até debaixo d’água via nas conversas com Deus a minha mais concreta trajetória de sucesso, pois aprendi que o sucesso de toda pessoa está em três pontos principais: 1º- Acreditar em Deus; 2º Acreditar em si mesmo; 3º Ter quem acredite em você.

Eu sempre tive os três, por isso não temi tanto assim as dificuldades.

 

O mercado de Belém cresceu muito nos últimos anos, no entanto a remuneração ainda é baixa, talvez por isso fiz opção de não depender de bares e casas noturnas, preferindo fazer shows em teatros e em projetos financiados, até por que isso dá mais “Norrow” pro artista.

Aqui em Belém tem público pra tudo, da MPB ao Tecnomelody e Heavy Metal, e assim ter que ser, afinal a música em si, é um patrimônio imaterial da humanidade, e cada um tem o direito de manifestar sua musicalidade do modo que deseja. Preconceito cultural é atraso na história de um povo, ou seja, cada macaco no seu galho!

Vejo que as pessoas tem que buscar sua felicidade sempre, mas quando se trata de profissão devem buscar formação para aquilo que desejam exercer, mas acima de tudo devem ser versáteis, pois é isto que o mercado absorve e necessita. Eu em relação aos meus trabalhos, escrevo projetos, faço assessoria de imprensa, penso nos cenários, figurinos, iluminação e o que mais vier, tudo para não me tornar um artista que deixa de fazer por não buscar caminhos de realizar as coisas.

Hoje é necessário sempre olhar a profissão por vários ângulos, principalmente sob a ótica de um empreendedor que deseja vender um produto, que é a própria imagem profissional, independente de qual seja.

 

CONTATOS:

91-81363817

producao.reginaldoviana@gmail.com

reginaldocantor@gmail.com

 

Gerente de Projetos

(por Érika Sagratzk)

Erika Sagratzk

Erika Sagratzk

Recebi com muito prazer o convite do meu amigo Wander, responsável por esse blog, para criar um post sobre a área de TI. Então, depois de deixá-lo esperando muito tempo – desculpa, Wander!! – aí, vai.

Antes de mais nada gostaria de me apresentar. Sou mãe, esposa, analista de sistemas e Severina quebra-galho nas horas vagas. Atualmente, exerço a função de Gerente de Projetos em uma empresa de TI com sede em Brasília-DF. Iniciei a minha trajetória profissional na área de TI há 11 anos. Primeiro como Web Designer, depois como programadora, analista de sistemas, Líder de projeto, coordenadora e, finalmente, gerente. Sempre gostei de atividades que me desafiassem e sempre que via um programa funcionando, sentia uma necessidade enorme de entender como aquilo era feito.

Para mim, tornar-me uma analista de sistemas foi algo natural. Iniciei meu caminho na época do MS-DOS, mas passei alguns anos como operadora de computadores, até que surgiu uma oportunidade de Web Designer em Brasília – DF. Eu costumo brincar, dizendo que TI está no meu sangue, pois meu pai já era analista de sistemas na época em que um único servidor ocupava um sala inteira.

Quando iniciei o trabalho como Web Designer, tive a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma fábrica de software, conceito que estava se fixando. Como sempre fui meio enxerida, comecei a estudar programação sozinha. VB, ASP, Java Script se tornaram meus amigos íntimos. Estudei muito, tentei e errei muitas vezes até me tornar uma programadora que soubesse como resolver os problemas. Livros, Fóruns e Tutoriais sempre foram muito bem vindos e aprendi muitos com eles.

Com a dedicação, de Web-Designer, virei programadora. E, como sempre fui muito crítica, recebia as especificações que eram feitas pelos analistas e as devolvia, quando encontrava erros de lógica. Com isso, a transição de programadora para analista foi um pulo.

Algo que no início dificultou a minha evolução foi o fato de ser mulher se metendo em um ramo onde a maioria era de homens. Sempre ouvi piadinhas de mau-gosto, por acharem que por ser mulher seriamos menos capazes. Muitas vezes tive que provar meu valor e minha capacidade, mas não acho isso ruim. Ao contrário, sempre que alguém duvidava, eu ía lá e provava que estavam errados e me sentia ótima por isso. Enquanto estive em Brasília, consegui dar um salto muito grande em termos de conhecimento. Brasília é um grande centro de TI. Existem diversas empresas e projetos. Isso facilita e estimula o nosso crescimento profissional.

Retornando à Belém, assumi um cargo de Coordenadora de Desenvolvimento em uma empresa com indústrias e grandes magazines, na qual, mais tarde vim a exercer a função de Gerente de Sistemas. Foram anos de muito trabalho duro, muitas e muitas noites sem dormir, muitos projetos e prazos curtos e muito aprendizado também.

Falando especificamente de Belém, vejo hoje um mercado mais promissor, mas ainda deficiente. Já existem muitas empresas, algumas bem conceituadas e com grande organização. A empresa em que eu trabalho, por exemplo, tem MPS-BR nível C, o que nos demanda um grande esforço pra manter a qualidade do software produzido.

Ainda assim, a grande dificuldade é a qualificação do profissional de TI no estado do Pará. Um exemplo bem claro é que para se conseguir um Analista de Requisitos Junior, levamos meses em processos de seleção. Até é fácil encontrar um programador, mas quando se fala em analistas de requisitos, Analista de testes, arquiteto, a coisa complica um bocado. Vemos levas de currículo para a área de suporte e nenhuma analista de requisitos. E nenhuma faculdade prepara alguém para isso. É preciso buscar esse conhecimento externamente. E isso depende de cada um.

Do meu ponto de vista, quem deseja ingressar na área de TI, antes de mais nada, precisa entender que ela possui diversos ramos. Há área de redes, suporte, análise, implementação, gerência, qualidade. Sempre há um caminha a seguir e é importante enxergar com qual desses ramos cada um se identifica e a partir daí se especializar. Existem cursos, certificações, mas nada melhor que a prática. O exercer, errar e recomeçar é muito importante e nos leva a crescer sempre.

Seriedade, responsabilidade, dedicação, ética são pontos essenciais para quem trabalha com TI. E querer aprender sempre também. Todo profissional de TI tem que se responsabilizar pelo seu aprimoramento profissional. Eu, por exemplo, estou em busca da minha certificação PMP, como forma de me tornar uma Gerente de Projeto melhor a cada dia.

A área de TI é extensa e intrigante. Às vezes cansativa, mas nunca monótona. Quem estiver disposto a se aventurar, entenderá o que quero dizer.

Designer Gráfico

Claudão

Luis Claudio

(Por Luis Cláudio)

Bem amigos, sou o Luís Claudio, “Claudão” pros amigos de trabalho (nem sei o porque, pois não sou grandão assim).

Estarei a partir de agora, fazendo parte desse ótimo blog do meu querido amigo e irmão,Wander, amigo de longas datas, dando minha colaboração sobre comunicação, especialmente, ao vasto mundo da arte publicitária.

Estou a mais de vinte anos na comunicação, trabalhando em departamento de arte, mais precisamente hoje como diretor de arte de uma conceituada agência de Belém, e, sinceramente, prefiro que me chamem de designer gráfico. (Não faço a menor idéia por quem nem quando e porque essa denominação misturada do inglês e português para quem trabalha como eu na área foi criada.

Lembro da época que comecei: éramos desenhistas, arte-finalistas, layouts man, assistente de arte, ilustrador, e etc.).

Era na época da prancheta, régua “T”, esquadros, laboratórios, fotolitos, e por ai vai…. pra quem é da área e trabalhou nessa época, sabe muito bem do estou falando…tudo na mão, na matemática mesmo, uma verdadeira e perfeita escola para iniciantes da profissão.

Hoje, muita coisa mudou: temos a tecnologia que veio para contiribuir, melhorar a vida de quem trabalha em depto de arte e também, fica-se de passagem, piorar muita coisa,… deixaremos essa parte de lado por enquanto.

Desde muito cedo tive o talento pro desenho e tudo relacionado a artes visuais. Tanto que desenhava muito e pintava também. Trabalhei dois anos em empresas de promoções e eventos pintando fundos de palco, ilustrando, desenhando o que e onde fosse necessário, esse lazer que é desenhar, pintar e pintar. E além do que, precisava de GRANA, MONEY, como todo jovem procurando sua independência financeira. E foi isso que me levou a tentar uma oportunidade na área da propaganda em Belém.

Quando comecei tínhamos que saber principalmente de noções de desenho ou que se desenhasse muito, estudo de cores, sombras, um pouco da área de propaganda, claro, (eu, na época, de publicidade quase nada conhecia) e até hoje galera, apesar do computador, é legal você também ter essa noção, essa vivencia com o lado artístico mesmo. Eu, sinceramente nem sabia exatamente quais os desafios que iria encontrar, era até então algo desconhecido mas também desafiador pra mim, e desafios sempre são bem vindos em qualquer época de nossas vidas, não é mesmo?

Pois é. Foi assim na cara e na coragem, desenhando muito, que comecei na propaganda nos finais da década de oitenta. Estou até hoje graças a força de vontade de me aperfeiçoar e aprender mais e mais nesta vasta e fascinante área.

Neste momento você deve estar se perguntando: O que exatamente vc faz cara? Pois é,

Um designer gráfico faz um bilhão de coisas legais, diariamente vivenciamos o novo, o inusitado, temos que dar o melhor, tentar fazer o melhor possível para que o trabalho dê o resultado que todos, clientes e empresas querem. Sempre procurando a estética, o bom gosto, buscando o máximo….seu trabalho é visto em todos os lugares, publicado em revistas diversas, cartazes, livros, empresas, jornais, temos também a parte televisiva, O trabalho atravessa fronteiras, você é reconhecido profissionalmente. Lógico, a grana não é tanta assim, mas dependendo de onde você trabalha você pode ganhar um bom dinheiro. Pra falar a verdade, em meio a esse turbilhão de microempresas no mercado publicitário de Belém, que apesar de não ser um mercado grande, pois praticamente vivemos de varejo, com poucas indústrias, existem ótimas empresas pra se trabalhar, desde que se tenha um bom currículo, seja talentoso e tenha um bom conhecimento da profissão. Pra quem tá começando, como todo trabalho, é cheio de dificuldades, claro, e até os formados recentemente sentem essa dificuldade… o que é natural.

Mas não se preocupe, se você tem talento, é criativo, tem aptdão realmente pras artes gráficas aliado a força de vontade, vai se dar bem. Há, não devemos esquecer que

numa empresa de propaganda existem diversos setores, departamentos e profissionais da área de comunicação. E você pode nem ser artista, mas pode trabalhar perfeitamente em uma delas.

É isso.

Estarei sempre por aqui com novos coments, informação, dicas, da área. Valeu!

Seguem abaixo alguns trabalhos de Luis Cláudio:

Marketing

Apoena Augusto

Apoena Augusto

Por Apoena Augusto

Entre outras atividades, é mantenedor do blog  http://apoenaaugusto.blog.terra.com.br e colunista do site www.paidegua.com.br

Meu nome é Apoena Augusto, sou formado em Administração com MBA em Marketing pela ESPM do Rio de Janeiro. Sou Gerente de Marketing do Grupo Visão, microempresário dono da marca CamiZeta, Diretor de Relações com a Imprensa da ADVB-PA e colunista de 3 publicações e um site. Tenho 12 anos de profissão e, na minha área, o profissional pode ser considerado como um “guardião” da marca da empresa para a qual trabalha, sendo a pessoa responsável por definir as melhores estratégias para satisfazer os clientes.

Acredito que vocação foi o que me levou a entrar nessa área . A única dificuldade encontrada no início da minha carreira foi me deparar com uma realidade totalmente diferente da verdade acadêmica e a consequente conclusão de que o mundo coporativo não é perfeito. Mas isso foi encarado e se constituiu em parte importantíssima do meu processo de aprendizado dos caminhos existentes para o amadurecimento profissional. Quanto à minha dificuldade atual, bom… não consigo encontrar uma liga forte o bastante pra amarrar o dinheiro.

Analisando o mercado de Belém, posso dizer que nunca foi tão promissor para quem tem competência, se relaciona bem com as pessoas e possui uma boa dose de óleo de peroba pra passar na cara.

Para encerrar, digo aos interessados em ingressar nesta área que Conhecer as pessoas certas, nos lugares certos, aliado à competência, é uma fórmula infalível.

Economista

Adilson Dias

Adilson Dias

(Por Adilson Freitas Dias)

Olá caros leitores do teclando se aprende, antes de mais nada quero agradecer ao convite feito pelo meu primo Wander para escrever nesta seção. Essa é primeira vez que interajo com esse tipo de mídia alias, não sei nem se esse é o termo correto, sou um tanto desligado das redes sociais, não tenho blog, orkut, facebook, mal tenho e-mail. Para que vocês tenham uma ideia, até eu ler o texto do Wander eu era um daqueles que achava que todo técnico em informática sabia consertar computador. Mas enfim, vamos ao que interessa, vou falar da minha carreira como economista, das atividades desenvolvidas por esse profissional e do campo de atuação aqui no Pará.

Graduei-me em economia pela UFPA em 2000, àquela altura eu trabalhava no Banco Real (hoje Santander) e como todo universitário, eu queria efetivamente exercer minha profissão, o que não acontecia no Real. Em meados de 2002 passei no concurso para economista do Banpará, o salário era menor do que eu já recebia, mas a possibilidade de exercer a profissão e ter um pouco mais de tempo para estudar (andava trabalhando muito) me fizeram optar pela troca.

Quando comecei no Banpará apenas parte de minhas expectativas se confirmou. De fato eu teria mais tempo para estudar, o ambiente era mais tranquilo e a pressão bem menor, porém, não havia no organograma do Banco, e ainda não há, a definição clara das funções que competem ao economista. Mas a despeito disso, os cargos que assumi acabaram sendo correlatos à minha formação o que de certo modo atendeu aos anseios de quando era universitário.

Iniciei como técnico bancário na tesouraria do banco, não tratando com dinheiro vivo, mas virtual. Explico, todo banco tem uma espécie de “conta corrente” (reserva bancária) junto ao Banco Central. Toda vez que um cliente faz uma movimentação em sua conta, isto, via de regra, interfere nessa reserva, cujo controle compete à tesouraria.

Depois assumi a gerência de operações financeiras. E o que ela faz? Talvez poucos saibam, mas os bancos emprestam dinheiro entre si. Esses empréstimos são feitos diariamente, no nosso caso a maior parte das operações são liquidadas em um dia, ou seja, o banco empresta hoje e recebe amanhã. Tecnicamente falando trata-se de uma operação do tipo D+1 e está estritamente relacionada à reserva bancaria.

Mais adiante passei a responder pela superintendência de desenvolvimento econômico. É a unidade do banco que concede financiamentos para investimentos, conhecidos também como crédito para fomento. São empréstimos destinados a implantação ou expansão de empresas, os prazos para pagamentos são mais longos, as taxas de juros são menores, porém para se habilitar o empresário deve apresentar um projeto de viabilidade econômica do empreendimento.

No início de 2008 eu tive uma rápida experiência como coordenador do programa de microcrédito do governo estadual (Credpará), mas logo retornei para o banco quando passei a fazer parte da assessoria da presidência, função que exerço atualmente. Somos quatro assessores, dois advogados e dois economistas, a estes compete avaliar a viabilidade de alguns projetos do banco para melhor subsidiar as decisões da diretoria. É o que ocorre, por exemplo, quando a diretoria precisa decidir sobre a abertura de uma nova agência ou lançar um produto novo. Atuamos também na elaboração de cenários econômicos, na coordenação do planejamento estratégico e na participação em alguns grupos técnicos onde o Banpará possui assento.

A economia é uma ciência social e o profissional deve estar habilitado para executar uma variada gama de atividades, dentre elas a pesquisa de fenômenos de natureza econômica, como por exemplo, o crescimento e o desenvolvimento; os efeitos da ação de agentes sociais ou de uma política pública sobre uma região e formular propostas que visem ao bem estar social. Esse tipo de atuação se dá notadamente no âmbito das universidades. Ele pode atuar também efetuando consultorias: elaborando e avaliando projetos de viabilidade econômica; realizando diagnósticos setoriais; estudos para governos ou para sociedade civil organizada; realizando perícias econômicas e etc. O mercado financeiro é outro campo em que economistas atuam com frequência, seu papel é analisar opções de investimentos em ativos financeiros, montagem de carteira de investimento, engenharia financeira dentre outras.

Infelizmente essas áreas de trabalho não estão plenamente disponíveis no nosso Estado. No sudeste e em algumas cidades do nordeste e do sul do país, onde o mercado local é mais dinâmico a profissão goza de maior prestígio. Por aqui, excetuando o setor público, a atuação do economista está mais restrita à elaboração de projetos econômicos privados, em geral para pleitear financiamento junto às instituições financeiras. Convém registrar também, que com o aumento do número de faculdades privadas, cresceu o número de economistas exercendo a docência, especialmente nos cursos de administração, contabilidade, direito e turismo.

Bom, já me alonguei demais, porém não posso deixar de lembrar que, assim como em qualquer outra profissão, é fundamental a constante atualização do economista. Em Belém algumas faculdades privadas ofertam qualificação nas áreas financeira e de projeto e a UFPA já dispõe de cursos em nível de especialização e de mestrado, ambos com ênfase em economia regional, o que tem permitido a formação de alguns grupos de pesquisa, indispensáveis para a produção de conhecimento.

Muito obrigado,

Adilson Freitas Dias

adilson-freitas@ibest.com.br

Informática

Inicio esta área do blog não porque tenho experiência, mas para servir como exemplo para as pessoas as quais fiz convites para postar aqui.

Para iniciar, gostaria de ressaltar que a informática é bastante ramificada. Até pouco tempo atrás era comum as pessoas associarem alguém da área de informática como sendo simplesmente um técnico em manutenção de computadores. Já trabalhei com profissionais da área que nunca viram um computador aberto antes, mas que ganhavam três vezes mais que eu :). Bem, exageros a parte, se uma pessoa atua na em informática não significa que ela conserta computador.

Com o avanço da tecnologia, de vez em quando novas especialidades vão surgindo. De um modo geral, há basicamente as áreas de hardware, desenvolvimento, redes, segurança da informação e gestão.

Na área de hardware, há ainda as ramificações de manutenção de micros, impressoras, impressoras fiscais e monitores, sendo que este último está mais ligado aos colegas da eletrônica.

Em redes temos a área de estruturação e gerenciamento, sendo que nesta última há ainda as ramificações de profissionais que trabalham com gerenciamento de banco de dados, servidores web, storage, configuradores de modem, roteadores, estruturadores de cabeamento óptico, e daí por diante.

Em desenvolvimento as ramificações são várias também. Há desenvolvimento para web, desktops, nas nuvens, banco de dados, e por aí vai.

A área de segurança da informação agrega conhecimentos de redes e desenvolvimento,  e a área de gestão agrega um pouquinho de cada coisa, sem se aprofundar em nenhuma delas, mas deve impreterivelmente saber coordenar pessoas, projetos e ter visão do negócio. É verdade que quando um gestor vem de outras áreas da informática, ele tem maior embasamento na hora de lidar com a equipe que vai fazer o serviço na prática, mas deve ter o cuidado de não “meter a mão na massa”, pois assim vai sobrar pouco tempo para exercer sua função real, que é gestão. Quando assumi um cargo deste tipo me preocupava muito com isso, haja vista que tinha tendência de assumir os serviços para vê-los logo feito. Então montei a seguinte estratégia: como meu setor não era grande, e as tarefas já estavam todas distribuídas, sempre que uma nova atividade era agregada ao setor, eu a aprendia, fazia por alguns dias para ver quais seriam as dificuldades e problemas, e só então a delegava.

Bem, para não me alongar muito, a dica que eu dou é a seguinte: o quanto antes você decidir que especialidade da informática quer seguir, melhor. Mas isso não impede que agregue mais de uma. Os profissionais de estruturação de redes, por exemplo, as vezes se tornam técnicos em manutenção, e estes as vezes estudam eletrônica e ampliam o horizonte. Só não pode ficar mudando muito, em um período curto, assim não especializa em nada. Também é interessante verificar a necessidade do mercado. Técnico em manutenção tem muitos, é bem verdade que há os curiosos são em grande número, mas o mercado nessa área está inchado. Agora os DBA’s são poucos, e esses ganham bem!

Abraços, e ate mais!